Minimalismo sem grilo

Minimalismo Coletivo Cultural Ecovida

Quando ouvimos a palavra MINIMALISMO logo vem aquela ideia de que temos que jogar tudo fora né? Confesso que no meu caso quase joguei mesmo rs mas ninguém precisa ser tão drástico não.

Comecei a desapegar quando mudei de estado pela primeira vez, nunca fui muito consumista, mas tinha apego à livros, discos, fotografias e esmaltes, era obcecada por eles e foi justamente neles que comecei. Abri minha maleta gigante e fui peneirando, então descobri que tinha várias cores duplicadas e até triplicadas, eu era tão compulsiva com as unhas que comprava o mesmo esmalte várias vezes sem nem perceber, olha a loucura gente rs!

Doei mais de 50 esmaltes (a manicure me agradece até hoje rs), depois fui para roupas, cozinha e livros, ahhh, meus livros, esses doeram demais… Doei para a Biblioteca Municipal, presenteei alguns amigos e um dia depois a estante já não existia. Por toda aquela semana, eram caixas e mais caixas que saíam da minha casa e a cada caixa a menos, percebi que me sentia mais leve, arrumava tudo com mais rapidez e depois passei a me questionar o porque de ter acumulado tanta coisa.

Minimalismo não é deixar de comprar, tampouco ter a casa “vazia”, Minimalismo é ter somente o necessário, simples e difícil ao mesmo tempo né?

Ao pararmos para essa análise começamos a enxergar a vida. Na boa, precisamos mesmo de 4 conchas entulhando a gaveta? Qual a necessidade de 20 pratos se somos apenas 3 em casa? Uma estante cheia de livros que já li então, só acumula poeira….

Pra você que quer adotar o Minimalismo, eis algumas dicas:

  • Faça uma geral no seu ambiente (casa, carro, escritório,…) analisando se usa tudo o que está ali e com qual frequência o faz;
  • Antes de comprar uma coisa pergunte-se a necessidade real dela, com qual frequência a utilizará, se o material é durável, qual o seu impacto no meio ambiente (parei de comprar aquelas blusinhas de R$15,00 que duravam 3 lavagens e de quebra soltavam microplásticos na natureza);
  • Veja se há lugar para guardá-lo (pelo amor de Deus, vamos parar de copiar os americanos consumistas, alugar depósito para guardar o que não usa é surreal demais!)
  • Incorpore o Minimalismo do jeito que achar mais conveniente, cada um tem uma forma de se adequar às mudanças, no meu caso foi igual tirar fita adesiva: dor forte e rápida rs, mas se prefere ir aos poucos, vá na sua, ok?

Lembrando que quando digo “incorporar na vida” é em todos os sentidos: objetos, trabalho, amigos, amor… Prefira o pouco com qualidade do que o muito medíocre. Quer ver alguns exemplos? Uma casa cheia de “amigos” nas festas mas que na hora da mudança só aparecem dois, um namorado que manda declarações no Face mas que na vida real é mais frio que freezer, um trabalho que te dá grana mas zero de satisfação. E por aí vai…

Por fim, sabe aquela sensação pós faxina? Aquela energia leve o Minimalismo nos dá diariamente! Ao deixarmos a energia circular dando aos objetos e relações o devido valor, todo o resto flui de uma forma maravilhosa, acredite!

Experimente e me diga o que achou, se você já é Minimalista, conte-me como foi a sua mudança.

A saída é para Dentro!

Paz e Luz!

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